Chamam-lhe o Velho da Cartola e era o homem que fazia as previsões. Este jornalito que traz debaixo do braço vem do tempo em que se punha a informação à beira dos rios, para quando chegavam os navegadores terem notícias. O Velho da Cartola era o meteorologista da época e pendurava esta folhinha na margem do rio. Assim terá nascido o almanaque Borda d'Água; “al-manak” significa em árabe simplesmente calendário.
A primeira publicação impressa desse género que apareceu em Portugal, foi em 1811, na Imprensa Régia de Lisboa e trazia um nome muito comprido, que começava por “Lunário…” E era isso mesmo, como é ainda hoje, um livrinho para saber das luas, que tanto influenciam a agricultura.
Almanaques, folhinhas, reportórios e Borda d’ Águas não foram invenção portuguesa, existiram e existem em muitos países. Personagens famosos, como Benjamin Franklin, estiveram ligados a alguns, que ainda hoje são citados.

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